quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Capítulo 3 – Quer carona?


Uma semana havia se passado desde o ocorrido no quarto da Demi e, durante esse tempo, evitei ao máximo encontra-la. Tentava ao máximo ficar na sala ou na cozinha, pois sabia que se fosse pro quarto acabaria na sacada e de lá, Deus sabe onde eu ia parar...

Sim, desde o quase beijo meus pensamentos são tomados por essa garota. Por mais que eu me policiasse ela sempre aparecia, bastava eu fechar os olhos. Uma atração boba, fetiche de qualquer homem, mas que estava passando dos limites pra mim.

Mas hoje, graças a Deus, eu voltava ao trabalho e minha mente estaria ocupada o suficiente, evitando pensamentos indesejados. Pelo menos era isso o que eu esperava, pelo bem da minha sanidade e do meu noivado.

Meu trabalho não era tão longe, mas a preguiça falava mais alto e sempre acabava indo de carro. Mal sabia eu que hoje eu me arrependeria dessa preguiça.

Eu estava virando a esquina de casa quando a vi, andando calmamente abraçada aos livros com uma bolsa a tiracolo e com aquele uniforme... Puta que pariu! Devia ser proibido que meninas usassem aquilo pra ir ao colégio.

Uma saia de pregas que batia na metade das coxas dela, uma blusa de botões e mangas longas, mas que estavam dobradas, meias que cobriam toda perna e sapatos pretos estilo boneca. Isso deixava qualquer homem louco!

Talvez se fosse qualquer outra garota eu apenas olharia, mas era Demetria. Minha vizinha, de 17 anos que eu quase beijei e que eu desejava loucamente desde então... Mesmo que o resto de sanidade que ainda habitava em mim dissesse que era errado, eu não poderia deixá-la ir andando até a escola. Poderia?

Diminuí a velocidade e quando cheguei perto dela abaixei o vidro.

- Quer carona vizinha? – perguntei sorrindo
- E porque aceitaria vizinho? – ela perguntou levantando as sobrancelhas sem parar de andar.
- Porque eu tô tentando ser legal com você e porque é bem melhor do que ir andando – eu disse e ela parou de andar e virou pra me encarar.
- Obrigada – ela disse depois de alguns segundos me analisando – mas acho que prefiro ir a pé.
- Qual é Demi? É só uma carona – eu disse rindo um pouco.
- Porque você está tentando ser legal? – ela perguntou com uma das mãos na cintura – Pensei que estivesse me evitando.

Engoli em seco. Então ela tinha percebido? Que droga!

- Eu só...
- Não precisa se explicar Jonas – ela disse rindo irônica – só achei que você fosse maduro o suficiente, mas vi que estava enganada.
- Você esta me chamando de imaturo? – perguntei em tom indignado.
- Hm, deixa eu ver... SIM! – ela disse e voltou a andar.

Sai do carro e a segurei pelo braço virando-a pra mim.

- Porque acha que sou imaturo? – perguntei encarando os lábios convidativamente rosados.
- Porque não fui eu quem fugiu de uma menina de 17 anos – ela disse e deu um sorrisinho malicioso.

Sem pensar duas vezes juntei nossos lábios ainda a segurando pelo braço. Demi abriu a boca dando passagem para que eu aprofundasse o beijo e assim o fiz. Quando nossas línguas se encontraram senti um calafrio por meu corpo e uma vontade imensa de jamais soltá-la.

Nunca, nos meus 25 anos de vida, havia provado um beijo tão bom e tão verdadeiro. Era como se nossas bocas fossem moldadas uma para a outra e quanto mais eu provava, mais eu queria.

Separamos o beijo apenas por falta de oxigênio. Olhei nos olhos de Demi e ela estava tão assustada quanto eu, não sei se pelo susto do beijo que a pegou de surpresa ou se por ela ter sentido tudo o que eu senti também.

- Acho que sua noiva não vai gostar muito disso – ela disse ainda com a voz falha.
- Acho que ela não precisa saber disso, certo? – perguntei erguendo as sobrancelhas.
- Certo – ela disse apenas.
- Vamos logo ou você vai se atrasar pra escola – disse soltando o braço dela e dando a volta no carro pra abrir a porta pra ela.

Demi pareceu ponderar um pouco antes de morder o lábio inferior e andar até mim. Sem dizer nada, ela entrou no carro e eu fechei a porta, indo até meu lugar no carro logo em seguida.

Fomos o caminho todo em silêncio. Não era um silêncio desconfortável, acredito que ela estava apenas como eu: Imersa em pensamentos; Os meus apenas formavam uma cena em minha mente e era justamente da garota que estava ao meu lado.

Chagamos a escola dela e estacionei do outro lado da rua.

-Acho que chegamos – eu disse e Demi pareceu despertar.
- Ah, claro... Hum, obrigada. – ela disse sorrindo.
- Por nada – eu disse retribuindo o sorriso.

Demi tirou o cinto de segurança e se aproximou de mim depositando um selinho em meus lábios.

- Amo homens com atitude – ela sussurrou contra meus lábios me fazendo arrepiar – sua noiva é uma mulher de sorte.

Ela voltou ao seu lugar abrindo a porta e piscando pra mim antes de sair do carro.

Fiquei observando Demi se afastar indo em direção ao imenso portão da escola e percebi que nada seria como antes. Aquela garota estava mexendo comigo, era apenas desejo claro, mas ainda assim algo perigoso demais. Eu era comprometido, amava minha noiva e Demi só tinha 17 anos. Eu não podia esquecer disso!

Continua...

5 comentários:

  1. Fiquei chateada não, amor! Imagina, curti demais! ;) kdfhgçlkhdfçl
    ficaria se vc postasse dizendo que é sua, mas vc dá créditos e tals...
    me sinto honrada, de verdade! <33
    Obrigada de novo! :DD
    bjus! :**

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    1. aaaah \o
      Que bom que vc não ficou né kkk.

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  2. Demi plmdds, que atrevida! Tá mexendo com o perigo Demetria..... Haha. E Joe traindo a Ashley, tadinha.... Embora traição não me atraia, eu e Demi nos identificamos em algo: também amo homens de atitude, e é ainda melhor quando ele é mais velho. Se aventurar nem sempre demais, hehe...

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  3. Olá eu sou giovanna,eu tenho uma fic que eu criei,mas eu não tenho como postar,pois eu não tenho tempo pra isso,então é o seguinte você quer essa fic ? eu te mando em alguma rede social ou sei la mais eu achei ela muito interessante então você que ou não? Beijoos linda!

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